Tenho refletido cada vez mais e mais em cima dessa pergunta. Recentemente, sinto que descobri a resposta por meio de um livro chamado O Caminho da Perfeição, do já falecido iogue  C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Depois de devorar esse pequeno, mas profundo e instigante livro, creio que sim…

O nomadismo é uma escolha de cunho espiritual. Agora, vamos ao porquê.

Talvez você tenha se tornado – ou queira se tornar – nômade por questões bem práticas. Porque deseja viajar e conhecer novos lugares, porque gosta de trabalhar sozinho(a), ou porque não curte a ideia de horários fixos. Pode até parecer uma decisão de vida como qualquer outra, basicamente pragmática. 

Só que lá no fundo, mesmo de forma totalmente INCONSCIENTE, você tomou, SIM, uma decisão espiritual – ainda que não acredite em Deus ou algo do tipo. 

Simplesmente porque ser nômade implica em abrir mão de muita coisa.

Abrir mão de uma casa fixa. De um carro. Daquela rotina 100% estruturada. De frequentar os lugares que você ama na sua cidade natal. Do seu cachorro ou do seu gato.

E, quanto mais você percorre diferentes cidades ou países, parece que mais coisas acabam ficando pelo caminho. Muitas vezes, não só coisas. Também pessoas – o que é a parte mais difícil. É por isso que ser nômade é um infinito exercício de desapego.

De fato, nem sempre ser nômade é maravilhoso. Pelo contrário: às vezes, tal escolha pode ser extremamente dolorida. Mas aí é que entra o ponto-chave. Paradoxalmente, a dor do desapego também é uma fonte de LIBERTAÇÃO. Assim, adentramos o terreno da espiritualidade.

Afinal, como nomadismo e espiritualidade se relacionam?

Na obra que mencionei no início deste artigo, o “iogue de nome difícil” menciona que o MATERIALISMO e a tentativa de TORNAR PERMANENTE tudo aquilo que é IMPERMANENTE são as principais causa de sofrimento das pessoas no século em que vivemos.

“Pessoas materialistas vivem cheias de ansiedade, pois aceitaram como real aquilo que é impermanente. (…) esta é a doença material. No mundo material, as pessoas sempre tentam CONQUISTAR algo que não é permanente. Vivemos atarefados tentando adquirir conforto para este corpo, sem levar em consideração que hoje, amanhã, ou daqui a 100 anos esse corpo se acabará”.

Forte, não? Sob tal perspectiva, quanto mais praticamos o desapego de outras pessoas, de coisas e de nosso próprio corpo, menos sofremos. Daí o potencial libertador de viver uma vida nômade e minimalista que acaba, por consequência, se tornando um modo de vida mais espiritualizado.

A dor ainda existe, mas ela já não paralisa ou nos coloca no piloto automático. Adquirimos mais CONSCIÊNCIA de que somos finitos, portanto priorizamos o AGORA, as relações verdadeiras, as vivências, as conexões, em detrimento das posses materiais. 

Assim, sobra mais tempo e energia para, de fato, vivermos com coragem as experiências mais incríveis.

O que, parando para pensar, é absolutamente sensacional. Afinal, – por mais que soe clichê – quem sabe se amanhã ainda estaremos aqui? Carpe Diem. E vida longa ao nomadismo como filosofia espiritual de vida.


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Será que o nomadismo é uma escolha espiritual?

Sou apaixonada pelas palavras como ferramenta de comunicação, instrução e trabalho. Jornalista por formação e viciada nesse mundinho louco de internet - que hoje é meu verdadeiro escritório.