O trabalho remoto está se reinventando no ritmo da tecnologia, ou seja, exponencialmente. Definitivamente, ser freela está longe da ideia de pegar uns “bicos”. É uma profissão cada vez mais reconhecida e é uma tendência não só no Brasil, mas no mundo.

A verdade é que muitas pessoas estão cada vez mais cansadas do modelo de trabalho tradicional, em que ficam de 8h às 18h no escritório. Além disso, com o avanço e o fácil acesso à internet, as possibilidades e as oportunidades se multiplicaram.

Dessa forma, milhões de pessoas no mundo decidiram se tornar protagonistas das suas vidas e passaram a lutar pelos seus sonhos. Eu, por exemplo, sou freela há 2 anos e assumi 100% da minha autonomia profissional há 7 meses.

Apesar dos avanços, ainda existem muitas dúvidas acerca desse universo. Para esclarecer algumas questões, resolvi escrever este texto sobre alguns mitos do trabalho freelancer que precisam ser desvendados de uma vez por todas. Confira!

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Mito 1: quem é freelancer não tem um emprego de verdade

Definitivamente, isso é um grande equívoco. O trabalho freelancer é igual a qualquer outro. Não frequentar um escritório não quer dizer que você não trabalha para valer. 

Eu mesmo escrevi este texto entre 21h e 22h30 de um domingo e isso está longe de ser uma brincadeira. O freela, simplesmente, aproveita os benefícios da internet para ter mais liberdade e flexibilidade.

Mito 2: trabalhar na web é sinônimo de passar o dia de pijama, na cama, com o laptop no colo

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Foto: Unsplash.

Apesar de ser possível trabalhar com o pijama às vezes, essa situação está longe de evidenciar a realidade de um trabalhador remoto.

Um freelancer precisa ter muita responsabilidade, pois tem prazos muitas vezes apertados para cumprir e, assim, não pode se dar ao luxo de trabalhar na cama, com o laptop no colo.

Quando está em casa, o freela quase sempre prefere trabalhar na mesa e sentado em uma cadeira bem confortável. Assim, as atividades rendem muito mais.

Também vale dizer que esse profissional sempre tem compromissos e precisa se reunir com clientes, encontrar com o contador e cumprir outras funções inerentes ao trabalho.

Mito 3: o freelancer tem muita dificuldade de encontrar trabalho

Como disse no início do texto, esse tipo de trabalho é uma tendência mundial e cada vez mais empresas estão contratando freelancers — afinal, isso é vantajoso para as marcas, que reduzem inúmeros gastos e encargos.

Além disso, muitos freelas decidem abrir suas próprias empresas e, assim, podem, por exemplo, se cadastrar em plataformas do segmento. Só para citar alguns sites, posso destacar Rock Content, Fiverr, Workana, We do Logos, Crowd e 99freelas.

Com dedicação, qualquer pessoa consegue se qualificar e conseguir trabalhos rapidamente — claro que o tempo varia para cada profissional e depende das habilidades e do tipo do trabalho, mas em 3 meses ou menos já é possível conquistar alguns jobs.

Mito 4: o freelancer vive trancado em casa

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Ser freelancer não significa ser antissocial. Pelo contrário. Muitos freelas preferem trabalhar em casa, mas outros escolhem realizar suas tarefas em cafés e em coworkings.

Em geral, as pessoas que gerenciam suas próprias carreiras sabem quando devem trabalhar ou descansar. Não por acaso, muitos são nômades digitais e, ao mesmo tempo em que trabalham, podem conhecer e desfrutar de alguns dos locais mais bonitos do mundo.

A carga-horária de um freela costuma ser parecida com a de uma pessoa que trabalha no mercado tradicional. A diferença é que um escolhe seus próprios horários, enquanto o outro precisa cumprir uma agenda pré-determinada.

Mito 5: trabalhar na internet implica em um salário menor do que aquele pago no mercado tradicional

Isso é mais uma grande mentira. Hoje em dia, muita gente fatura mais como freelancer. Nem precisamos ir longe. Eu sou a prova viva disso e tenho um rendimento superior àquele da época em que batia ponto.

O que faz a diferença é a dedicação e a qualidade do serviço entregue. Se o profissional é excelente em ambos os quesitos, dificilmente faltarão jobs e o freela não terá do que reclamar em relação à parte financeira.

Mito 6: o freelancer é o seu próprio patrão

Se você é freelancer, provavelmente alguém já lhe disse algo do tipo: “que inveja de você não ter nenhum chefe para responder”. Bem, as coisas não são tão simples assim.

Como freelas, os trabalhos são para os clientes e, muitas vezes, as demandas são sazonais e instáveis. Leva-se um tempo para construir uma base diversificada com diversos clientes e garantir uma renda estável.

Portanto, acabamos respondendo não para um gestor em si, mas para vários “mini-chefes”. Não é fácil ter de fazer malabarismos e ser comunicativo, estar sempre disponível e cumprir prazos — e isso pode ser mais desafiador do que ter apenas um supervisor.

Mito 7: trabalhadores freelancers são pessoas solitárias

É verdade que parte do trabalho como freela é realizado em casa, o que pode fazer com que o profissional se sinta sozinho, mas isso não é sinônimo de solidão.

Profissionais autônomos são sua própria equipe de marketing e, por isso, precisam trabalhar duro para se relacionar com outras pessoas e conquistar clientes.

No meu caso, desde que virei freelancer entrou um número absurdo de pessoas incríveis em minha vida. Eu nunca fui tão cercado de tantas pessoas interessantes, que me inspiram e me tornam uma pessoa e um profissional muito melhor.

Mesmo que eu viva alguns momentos de solidão, sempre recorro a âncoras que me tiram desse estado negativo. Vou para a academia, mudo meu local de trabalho, marco cafés com clientes ou profissionais que admiro e, às vezes, até vou a uma balada e beijo na boca.

Enfim, você entendeu, né? Se há freelancer sozinho é porque ele escolheu ser assim. Não tem nada a ver com o estilo do trabalho em si.

O que achou de todos mitos do trabalho freelancer? 

Com tudo o que vivo como freelancer, posso garantir que é uma profissão em que você tem muito mais chances de ser o profissional que efetivamente nasceu para ser. Me sinto mais leve, produtivo e eficiente. Por isso, sou cada vez mais demandado e reconhecido.

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Foto: Renato Ribeiro por Leo Coelho.

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*Texto publicado originalmente por Renato Ribeiro no blog renatoribeiro.me.


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Nômade Digital, produtor de conteúdo na web, consultor e palestrante. Graduado em Jornalismo, com MBA em Marketing e Pós-Graduação em Gestão de Negócios. Tem 15 anos de experiência no mercado de comunicação e marketing.