Quando criei meu blog, escrevendo textos sobre fotografia e desenvolvimento pessoal e passei a usar meu Instagram de forma profissional eu simplesmente comecei.

Em momento algum parei para pensar que eu seria uma marca e nem na importância que o branding pessoal tem para negócios como o meu, onde eu mesma sou a minha marca. Se eu não pensava nisso, imagina então pensar em definir um público?!

Entretanto, quando questionada, sempre insisti que eu conhecia minha audiência. Eu sabia quem era meu público e o que ele queria. Eu tinha certeza – pelo menos pensava ter – que eu sabia o que estava fazendo.

Mas, a verdade é que durante muito tempo escrevi e criei conteúdo sem pensar muito bem em uma persona e em tudo que ela representava. Bom, eu pensava em um grupo de pessoas que poderia ter os interesses X, Y e Z, mas nunca pensei em uma persona, nunca levei em consideração seus valores, necessidades e gostos. E é aí que está o problema.

Para que você entenda um pouco melhor, eu explico o que é uma persona. Persona não é um grupo de pessoas, é um personagem único – daí vem o termo – semifictício que é a personificação do seu cliente – ou público – ideal.

Para ficar mais fácil, vou dar um exemplo prático: a persona à quem quero chegar com meu blog pessoal é uma mulher com idade próxima aos 30 anos que quer trabalhar com artes (fotografia, escrita, pintura, artesanato), mas não sabe como começar e tem várias inseguranças e medos. Ela também não sabe muito bem como divulgar seu trabalho, atrair clientes e usar as redes sociais para se conectar com seu público. É isso.

A partir do momento que tenho esta persona definida, todo o conteúdo, produtos e serviços que irei oferecer serão destinados à esta pessoa.

Entretanto, quando você não sabe quem é sua persona – ou seja, seu cliente ideal – tudo fica muito mais difícil. Mas, por que?

Você não saberá que tipo de conteúdo criar para atrair seu público. Você não entende quais são os interesses deste tipo de pessoa então começa a atirar para todos os lados. Mas, o pior é: você não entende as necessidades do seu público, então não sabe como desenvolver ou adaptar um produto ou serviço à sua audiência justamente porque ela é muito ampla.

A falta de entendimento e conhecimento do seu público pode ser um desastre para seus negócios num geral.

A GAP viu isso de perto lá em 2010. Há oito anos a empresa de vestuário tentou fazer uma reestruturação na marca e atingir um público mais jovem. Nada de errado nisso, não é?!

Porém, ao dar este passo, eles não levaram em consideração seu público atual. A GAP, que vendia roupas consideradas como de boa qualidade e básicas – para aquelas pessoas que não querem seguir tendências –, estava se tornando uma empresa que segue tendências e focando em um público completamente diferente do seu atual.

Eles tentaram atingir um novo público sem ao menos entender seu público atual e não perceberam que um era o completo oposto do outro e que ambos não poderiam coexistir.

A verdade é que ao buscar atingir um público amplo você acaba não atingindo ninguém – muito menos sabe em quem está querendo chegar. Por ser tão geral, todo mundo se identifica um pouco, mas ninguém se identifica muito. Você – ou sua empresa – não vira uma referência.

Sendo tão abrangente será apenas alguém com uma imagem um pouco confusa e conteúdos – e produtos – confusos. Se você não consegue definir seu público alvo nem o objetivo de seus serviços ou produtos, não espere que seu cliente o faça por você, muito menos que ele se deixe convencer de que você é a melhor opção.

Por outro lado, quando você estabelece uma persona tudo se torna muito mais claro e simples. Com uma persona é possível entender quais são seus valores, hábitos, no que ela confia, quais são seus gostos e quais são os seus problemas.

Com isso fica muito mais fácil criar conteúdos e produtos marcantes para sua audiência e, portanto, tornar-se uma referência. Você começa a entregar valor.

Você já teve aquela sensação de “isso foi feito para mim”? Então, isso acontece porque alguém, lá atrás, pensou em alguém como você como uma persona. E esse sentimento bom que temos quando isto acontece chama-se familiaridade, um conceito essencial para empresas, marcas e trabalhadores independentes.

Hit Makers, um livro excelente sobre como nascem grandes tendências, mostra que as pessoas querem sentir-se reconhecidas, elas querem sentir-se familiarizadas com algo – seja uma marca, uma ideia ou um produto.

Portanto, quando isso acontece, é muito mais provável que ela vá compartilhar sua experiência com alguém – seja sobre um serviço, um produto ou uma ideia.

Acho que deu para ter uma ideia de como funciona e da importância de definir uma persona para que seu negócio ou marca deslanche, não é?!

Agora você só precisa começar a entender melhor sua audiência – ou pensar em uma ideal caso você ainda não tenha feito. Depois disso, é hora de começar a produzir conteúdo para atrair essa audiência. Mas, sobre isso eu falo em um próximo texto.


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Uma fotógrafa que ama fotografar (claro!), viajar, comer, beber, fazer compras, viajar, ler, usar roupas bonitas, ver o pôr do sol, viajar, descobrir coisas novas, decorar a casa, passar horas na Netflix, viajar e conversar sobre todos estes assuntos.