Eu já compartilhei com vocês no meu Instagram que tenho passado por um processo de reestruturação de vida utilizando a técnica das OKRs que acabou me levando a reestruturar também minha marca pessoal.

Na verdade, eu tenho buscado estruturá-la, já que nunca realmente parei para pensar em mim mesma como uma empresa ou marca.

Neste processo, tornei minha marca pessoal algo confuso e sem nenhum foco. Eu atinjo diversos tipos de público, o que não é de todo ruim. Porém, isto impede que eu consolide minha marca em um nicho e que me torne referência em alguma das áreas sobre as quais falo.

É por isso que venho estudando e me aprofundando no tema e é por isso que venho compartilhar com vocês o que tenho aprendido e visto nos últimos tempos.

Afinal, por que o branding é importante?

Estudando, percebi o quanto definir estratégias de branding pessoal é importante e que isso vai muito além do visual da sua marca ou site, é uma questão de valores.

O branding – tanto para grandes empresas e marcas quanto para pessoas – engloba todos os aspectos, desde o visual de sua marca até o contato com os clientes. É ele quem vai definir os valores que você transmite ao seu público e a forma como é enxergado por ele.

Um branding bem feito é mais do que meio caminho andado para estabelecer sua marca e torna-la referência. Mas, muito além disso, um branding bem feito gera credibilidade e engajamento, uma das coisas mais importantes para uma marca – seja ela pessoal ou de uma empresa.

Existem muitas pessoas fazendo a mesma coisa, mas só você fará do seu jeito

“O mercado está saturado.”

“Não começo porque já existe muita gente fazendo.”

“Tenho vergonha – ou medo – de me expor.”

“Quem vai se importar com o que eu tenho a dizer?

Quantas vezes você já ouviu alguém falar isso? Quantas vezes você já não falou isto? Eu falei, inúmeras.

Durante cerca de um ano eu ensaiei começar a compartilhar dicas sobre fotografia no Instagram e em um blog. Mas, sempre achei que havia muita gente fazendo, sempre achei que ninguém leria o que escrevo.

Mesmo assim, comecei. E as coisas começaram a mudar. Eu comecei a ganhar acessos no meu blog, comecei a ganhar seguidores e pessoas interessadas em ler o que eu estava compartilhando. Existiam outras pessoas que estavam compartilhando as mesmas coisas, mas quem me seguia queria ouvir estas coisas – ou lê-las – de mim.

Qual é a diferença, então, se eu e mais inúmeras pessoas estamos fazendo a mesma coisa?

Bom, a diferença está no branding.

Mesmo sem ter consciência do meu branding e sem estabelecer algo, ele fluiu naturalmente, porque meu branding é um reflexo de quem eu sou. Entretanto, algumas coisas com relação ao conteúdo ficam confusas e é isso que precisa ser trabalhado. E isto poderia ter sido evitado se me planejasse antes de começar.

Mas, ainda assim, fico feliz quando pergunto às pessoas os motivos de me seguirem, e elas falam que me seguem por motivos que vão além das fotos bonitas de lugares incríveis. Elas me seguem por quem eu sou, pelas minhas reflexões sobre a vida, porque eu mostro a vida real por trás do Instagram, porque eu dou dicas de fotografia, nomadismo digital e mais outras coisas.

Enfim, mesmo sem ter parado para pensar, o meu branding é focado em dois dos meus principais valores, a honestidade e o altruísmo.

Enquanto sou transparente mostrando a vida como ela é – sem fantasiar e dizer que tudo são flores – e dou dicas para outras pessoas que estão iniciando na fotografia ou no universo freelancer eu deixo transparecer meus principais valores. A humildade também está presente, quando me coloco ao lado de todos que me seguem, respondendo todos os comentários e mensagens individualmente. E é isso que as pessoas enxergam, valores.

São meus valores como marca que me diferenciam dos demais e atraem o público que eu quero ter – um público que possui os mesmos valores e que acredita em mim.

Existem diversas formas de comunicar a mesma mensagem, existem diversas formas de vender um mesmo produto. Pense nos anúncios de sabão em pó, de roupas, ou até mesmo de um serviço.

Você compra um protetor solar mais caro porque ele não realiza testes em animais, você compra uma roupa de uma marca porque ela foi feita para pessoas descoladas, você contrata um arquiteto porque confia nele e sabe que ele entregará o que prometeu.

Quer dois exemplos práticos da minha vida?!

1) Eu vou sempre na mesma cabeleireira porque sempre que chego com uma ideia doida de mudar meu cabelo ela diz com sinceridade – e de forma polida, sem me fazer parecer uma idiota completa – se acha que vai ficar bom ou não. É muito mais do que o seu trabalho, é questão de valores;

2) Eu uso o Nubank porque ele é um banco diferente. Ele é moderno e tem uma linguagem jovem, com atendimento rápido, prático e com pessoas que realmente se importam com o cliente e não parecem robôs. É muito mais do que um cartão de crédito ou conta digital sem tarifas, é questão de valores.

Acho que deu pra ter uma noção de como o branding é importante, não é?!

Por isso, antes de qualquer coisa, seja como empresa ou profissional individual, é importantíssimo que você reflita sobre quem você – ou sua empresa – é e qual mensagem quer transmitir. Ou seja, quem é você e como se descreve X como quer ser visto e descrito por seus clientes ou seu público.

Vá além da logomarca na hora do branding, pense nos valores que quer transmitir e em como mostrará esta mensagem para o mundo. Pense em como irá comunicar e nas ferramentas que usará para espalhar esta mensagem.

Há, sem dúvidas, muito trabalho por trás disso tudo, mas é essencial construir as fundações para seu castelo não ruir. E lhe digo uma coisa: é melhor começar agora.


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Uma fotógrafa que ama fotografar (claro!), viajar, comer, beber, fazer compras, viajar, ler, usar roupas bonitas, ver o pôr do sol, viajar, descobrir coisas novas, decorar a casa, passar horas na Netflix, viajar e conversar sobre todos estes assuntos.